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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

meus traumas de infância - Parte II

Calma, eu ainda nem te contei a história. Sabe... quando eu estudava o maternalzinho sempre se comemoravam aquelas datas: dia da árvore, dia do circo, independência do Brasil, inclusive DIA DO ÍNDIO. Aí, tem toda aquela putaria de pintar a cara com uma dedada super delicada da sua doce professorinha, mas isso é o de menos se comparado ao fato de ter que largar as têta de fora. Eu sei que nessa época aí eu nem me importava com isso, mas os minino cê sabe, minino é o verdadeiro filho do cara lá de baixo (te amo eufemismo). Taí que vai eu tirar minha fotinha pra orgulhar minha mãe no estilo capa da playboy mirim e sempre que tem aquelas reuniões de família minha mãe as vezes pega os álbuns de fotografia para relembrar. Aí vem meu primo, acha essa foto e diz: - Quem é esse ?

* pausa dramática *


ESSE ? ESSE ? POR ACASO EU TENHO CARA DE MACHO ? Fiquei revolts, namoral.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

meus traumas de infância - Parte I

Pois é ... As escolas do interior, principalmente onde eu moro costumam comemorar o período junino. Aí sempre começa aquela seleção de quem vai ser rainha disso e daquilo pra os desfiles. Vamos por ordem de importância: A noiva do casamento caipira > a Rainha do milho > a Princesa e (entre outros que não lembro agora)... > A RAINHA DA CANJICA . Vocês já devem ter adivinhado qual dessas minha mãe escolheu que eu fosse. Pra quem ainda tá na dúvida, fui aquela figura citada em caps lock. Pois bem, deixe eu lhe explicar o porque dessa escolha magnífica da minha mãe. Todo mundo que come a canjica dela (iausiaus soou feio isso) elogia e diz que nunca comeu uma igual. Cara, será que o dom de fazer cangica é hereditário ? Acho que ela deve ter pensado isso, no mínimo. Primeiro que eu nunca gostei de canjica, segundo que a única coisa que sei fazer na cozinha até hoje é pipoca e miojo (dá pra casar). Agora veja a minha cara de felicidade:

reparem na cara de deboche da guriazinha ali em pé. ai se eu te pego

Ahaha pensa que as tragédias da minha vida pararam por aí ? tá enganado. Não demorou pra minha mãe aprontar uma nova. Só que dessa vez, dessa vez foi a gota d'água. Prefiro nem contar a história, aliás vou contar uma parte. Isso aconteceu logo depois que a gente foi morar em outra cidade. E como todo novato, a gente tem que ser simpático e interessante iausiaus. Aí, vai eu criando minha reputação e minha mãe destrói novamente com uma fantasia. Vejam de novo a felicidade estampada na minha cara:

Eu, Rainha da Goiaba. Precisa dizer mais alguma coisa ?